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O diretor do CAMP Norte-Nordeste, Leurinbergue Lima, comenta em coluna do Jornal O Povo sobre o papel das redes sociais nas eleições de 2018

Início de um novo tempo?

Fim de papo, ou melhor, fim das eleições 2018. Essa foi a primeira campanha para presidente e governador com duração de apenas 45 dias. E sem carros de som, sem financiamento de empresas, entre outras novidades. São muitas mudanças e a tendência é que mude ainda mais nas eleições municipais de 2020 e nas quase gerais em 2022.

O desempenho de alguns candidatos mostrou que a presença e o posicionamento diário nas redes sociais, à longo prazo, asseguram maior formação de imagem e seguidores verdadeiros (a exemplo do presidente eleito Jair Bolsonaro) em relação aos que apostaram no modelo tradicional de candidaturas. Já não basta somente ter sobrenome forte, experiência na política, tempo de televisão no horário eleitoral gratuito ou forte apoio de outros mandatários, tipo prefeitos e vereadores.

As redes sociais há um bom tempo já pautam a grande mídia tradicional, em especial, TV e rádio. A aposta nas mais diversas plataformas de redes sociais para expor ideias e interagir com eleitores já foi ao longo dos últimos quatro anos a diferença para muitos candidatos no Ceará, a exemplo de Célio Studart (PV), eleito vereador de Fortaleza, em 2016, e agora, em 2018, como deputado federal, com mais de 200 mil votos. Bem como André Fernandes (PSL), eleito deputado estadual com 109.742 votos, o mais votado.

Outro caso bem sucedido foi de Romeu Zema (Novo), eleito governador de Minas Gerais. Com parcos 6 segundos de TV e participado de apenas um debate, Zema foi o mais votado do primeiro turno. No segundo turno não deu chances ao adversário, obtendo 71,80% dos votos válidos. O caso mineiro envolve um ótimo trabalho de estratégia eleitoral e uso das redes sociais durante o pleito, além do anseio de mudança do povo mineiro.

Mas não basta ser presente na rede, opinião bem definida, máximo de inserção na sociedade civil. É preciso também ser consistente nas ideias. Sim, isto ainda falta em muitos dos candidatos. Se por um lado temos boa exposição e opinião em muitos, falta convicção e conteúdo. Portanto, senhores mandatários e possíveis candidatos: ao trabalho, 2020 é logo aí.

Leurinbergue Lima

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Presidente do CAMP, Bruno Hoffmann, analisa o cenário político nas eleições de 2018, em entrevista para a Rádio Justiça

Em entrevista para a Rádio Justiça, o presidente do CAMP, Bruno Hoffmann, falou da importância dos profissionais de marketing político no fortalecimento da participação popular e da Democracia. Assim como mencionou o termo de compromisso histórico que o CAMP assinou com o TSE para auxiliar no combate às Fake News.

Acesse aqui para entrevista na íntegra.

 

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Presidente do CAMP, Bruno Hoffmann, conversou com o Correio Braziliense sobre como as redes sociais afetarão as estratégias de campanha para as próximas eleições

Especialistas apontam mudança de estratégia para campanhas de 2020 e 2022

O jeito de fazer campanha política vai mudar nas eleições municipais de 2020 e nas estaduais e para presidente em 2022. O desempenho de alguns candidatos no atual pleito mostra que posicionamentos quase diários e manifestações nas redes sociais a longo prazo asseguraram maior consolidação em relação a postulantes que apostaram em candidaturas a curto prazo no modelo tradicional. Para especialistas em marketing político, não restam dúvidas de que somente nome, experiência na política, minutos de televisão no horário eleitoral gratuito e até mesmo estrutura partidária não bastam mais.

A aposta nas redes sociais para se expor e dialogar com os eleitores ao longo dos últimos quatro anos permeou os diferentes espectros políticos. Na esquerda, Sâmia Bonfim (PSol-SP) e Tabata Amaral (PDT-SP) construíram a campanha na internet e se elegeram deputadas federais com cerca de 250 mil e 264 mil votos, respectivamente. A direita alçou à Câmara dos Deputados Kim Kataguiri (DEM-SP), um dos líderes do MBL, eleito com 460 mil votos.

O maior expoente do novo jeito de construir uma candidatura é o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Com retórica conservadora mesclada a discursos antipetistas, aglutinou em torno de si a promessa de soluções para diferentes insatisfações da sociedade. Nos últimos anos, usou as redes sociais como canais para dialogar com os eleitores e, assim, consolidar uma campanha orgânica. Ou seja, colocar as pessoas para fazerem o “boca a boca” por ele. O suficiente para, com apenas oito segundos nas propagandas de rádio e TV, superar os cinco minutos de Geraldo Alckmin (PSDB) na disputa pelos votos da direita.

Quanto mais cedo colocam as posições nas redes e as mantêm, mais eleitores vão passar a abraçar a causa, não voltar atrás e fazer campanha pelo próprio candidato, explica o presidente do Clube Associativo de Profissionais de Marketing Político (Camp), Bruno Hoffmann. “A TV ajuda a pautar o debate e a iniciar o diálogo, mas é nas mídias e nos aplicativos de mensagem instantânea que o processo de decisão do voto acontece. Principalmente se o conteúdo que quer divulgar e estiver disponível for de fácil acesso”, sustenta.

Os candidatos nas próximas eleições devem entender, no entanto, que não basta estar nas redes sociais. Mais do que se posicionar diuturnamente, o candidato deverá ser enfático e não fugir de temas polêmicos, defende Hoffmann. “Não adianta uma liderança política sem expressão que não opina, não se coloca, não é polêmica em certas questões, que realmente debate e confronta”, destaca. O insucesso de Marina Silva (Rede) nestas eleições, que obteve apenas 1% dos votos válidos, é um exemplo disso. “Nos últimos quatro anos, continuou fazendo o que faz. Deu palestras, mas sem muita exposição. Evitou dar opiniões contundentes em temas polêmicos, como o impeachment. Como resultado, minguou e perdeu espaço.”

A lição foi absorvida por Henrique Meirelles (MDB), que iniciou campanha somente em agosto deste ano. Com apenas 1,2% dos votos válidos na disputa pela Presidência da República, ele afirmou, nos últimos dias, o interesse em criar um canal digital para expor em vídeos pensamentos e ideias sobre o país.
Para Maurício Brusadin, professor de comunicação pública digital da ePoliticScholl, é uma decisão correta. “Quem quiser fazer política, liderar, ter voto, vai ter que se expor. Abrir seu canal no YouTube, uma fan page, ou ter um canal de WhatsApp para dialogar. O povo quer participar e falar sobre política”, ponderou.

Quem, novamente, construir uma campanha a curto prazo pode acabar tendo um desempenho ruim em 2020 e 2022, defende Brusadin. “Ou se adequam e manifestam suas posições diuturnamente por meio dos canais possíveis, ou ficarão para trás”, pondera. Para ele, os candidatos deverão apresentar soluções e posturas firmes. “Se serão boas ou ruins, é outra história. É algo da democracia. Com todos os problemas que acho que temos pela frente, ter mais gente participando e usando suas redes, mesmo que de forma histérica, é melhor, pois traz aprendizado”, avalia.

Desafios
Se, por um lado, as redes sociais garantem renovação e exposição de ideias e propostas, por outro lado, impõem desafios para as próximas eleições. O presidente nacional do PSol, Juliano Medeiros, admite que as mídias cumpriram um papel importante para garantir a renovação política, mas alerta que também se tornaram um terreno de disseminação de inverdades e mentiras. “Percebemos o papel renovador através da ação de vários ativistas do partido que são influentes nas redes. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, principalmente. Mas a disseminação de fake news, mentiras e destruição de reputações nos preocupa”, destaca.

O principal desafio para as próximas eleições é como pensar em regras e instrumentos que não censurem, mas deem garantias de controle para que crimes não sejam cometidos no processo eleitoral. Por esse motivo, Medeiros defende uma regulamentação mais clara do uso das redes. “Precisamos de uma regulamentação não para controlar a liberdade de expressão, mas para garantir a transparência e predomínio da verdade no processo eleitoral. Por isso estamos acionando o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para tomar medidas cabíveis desde já”, afirma.

“Precisamos de uma regulamentação, não para controlar a liberdade de expressão, mas para garantir a transparência”
Juliano Medeiros, presidente do PSol

Confira aqui

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Bruno Hoffmann, presidente do CAMP, falou ao O Globo sobre segmentação de público em campanhas políticas digitais

De ‘calmos’ a metaleiros, os alvos dos candidatos nas redes sociais
Propaganda sob medida permite que políticos escolham detalhes do eleitor que receberá suas mensagens

Na disputa pelo voto, os candidatos têm explorado ao máximo a segmentação de propaganda virtual, em especial no Facebook. Consagrada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas eleições de 2016, a tática permite fazer com mais refinamento aquilo que os políticos tentam desde sempre: dizer o que um eleitor quer ouvir, seja ele professor, fã de heavy metal ou de MMA. Os supersticiosos também não ficam de fora e estão no alvo dos candidatos, que também passaram a disseminar propagandas para públicos de aliados e adversários.

O recurso é possibilitado pela captação em massa dos dados de todos os usuários pelo Facebook, que usa essas
informações para embasar sua ferramenta de venda de publicidade. Um anunciante, inclusive político — novidade
nestas eleições —, pode direcionar um conteúdo para usuários específicos com base em seus interesses, além de
filtros geográficos e demográficos.

Não é possível saber detalhadamente a estratégia usada por cada candidato. Isso porque o Facebook não divulga quais foram os públicos-alvo de um anúncio. Porém, as eleições brasileiras são as primeiras que possibilitam consultar o histórico de propagandas de um político ou partido, com informações sobre os resultados alcançados pelas mensagens. Quando o usuário visualiza uma publicidade — sendo impactado, no jargão do mercado —, é capaz de saber que característica do seu perfil entrou na mira do anunciante.

Entre os candidatos à Presidência, Henrique Meirelles (MDB) é o que mais tem usado o mecanismo: ele já
impulsionou 530 publicações. O ex-ministro da Fazenda tem combinado duas estratégias diferentes. Uma é a aposta em vídeos vídeos curtos, de cinco ou dez segundos, direcionados a públicos extremamente específicos — como surfistas, veterinários, supersticiosos, cozinheiros, eletricistas, arquitetos, entre outros. Cada um deles é acompanhado por um frase de efeito, como “bombeiros, a coisa está pegando fogo” ou “inteligentes, vocês já sabem o que fazer”. Um vídeo para costureiras, por exemplo, foi indicado apenas para mulheres com mais de 55 anos, enquanto as propagandas para rappers ou headbangers (fãs de heavy metal) foram para jovens. Outro, para “calmos”, atingiu todos os públicos, mas principalmente mulheres entre 35 e 44 anos.

O candidato do MDB também usou o recurso para atacar adversários. Ele impulsionou três publicações — duas apenas para mulheres, e outra para ambos os sexos — com um vídeo em que faz pesadas críticas a Jair Bolsonaro (PSL). No filme, o emedebista acusa o adversário de ser racista e de fazer apologia ao estupro.

Os demais presidenciáveis pagaram por um número menor de anúncios. Geraldo Alckmin (PSDB) fez 25 posts patrocinados. Diferentemente dos adversários, o tucano tem como objetivo aumentar o número de curtidas em sua página, que tinha 937 mil na noite de anteontem. Entre os principais candidatos, o tucano só supera Ciro Gomes (PDT), com 353 mil curtidas.

Até agora, já foram 38 publicações com essa diretriz. A maioria traz a frase “Nem 8 nem 80. Vamos de 45!”, que corresponde à estratégia de Alckmin de se colocar como candidato moderado, entre os extremos da esquerda e da direita. O público almejado varia em relação à idade e ao gênero, mas não para a localidade: em todas, o tucano deu preferência a São Paulo, estado que governou em dois mandatos, mas já apareceu atrás de Jair Bolsonaro (PSL) nas pesquisas.

Marina Silva (Rede) aposta no Facebook para crescer junto ao eleitorado feminino. A candidata já impulsionou oito publicações, sendo que cinco delas foram direcionadas apenas para mulheres. As postagens ressaltam sua trajetória: em três delas, destaca ser “mulher, negra e mãe de quatro filhos”; em outra, diz que sempre foi subestimada pelos outros; na quinta, aparece ao lado das quatro irmãs.

Ciro Gomes e Bolsonaro ainda não fizeram esse tipo de anúncio. As páginas de Lula, do PT e de Fernando Haddad, formalizado candidato a vice-presidente na chapa petista, também não têm anúncios ativos.

Enquanto presidenciáveis iniciam suas estratégias oficiais de propaganda nas redes, candidatos a outros cargos eletivos vêm usando a segmentação para consolidar seu eleitorado ou mirar diretamente os fãs de aliados e até adversários. O tiroteio de mensagens aparece com intensidade na esquerda do Rio. Nomes do PT e do PSOL disputam o campo progressista do estado.

Um dos alvos mais cobiçados é o deputado federal Jean Wyllys (PSOL), que tem mais de 1,2 milhões de curtidas em sua página do Facebook. De olho nisso, o senador Lindbergh Farias (PT) direcionou um de seus anúncios para os seguidores de Wyllys. O petista disputa uma das vagas do Rio ao Senado com Chico Alencar, colega de partido de Wyllys. Eliomar Coelho (PSOL) também direcionou publicidade para os seguidores do colega. Por outro lado, o PSOL deu o troco: o deputado federal Glauber Braga impulsionou um vídeo que resume sua atuação contra o impeachment de Dilma Rousseff para pessoas interessadas no PT. Filho do ex-governador Sérgio Cabral, o deputado federal Marco Antônio Cabral (MDB) exercitou a criatividade. Ex-secretário estadual de Esportes, ele promoveu um vídeo de apoio do ex-lutador Wallid Ismail especificamente para fãs de MMA.

Isso funciona porque também é possível tentar impactar pessoas com interesses específicos — definidos pelo algoritmo do Facebook com base em seus hábitos na rede social. O deputado federal Ezequiel Teixeira (Podemos) fez um vídeo criticando a “indústria das multas” para usuários interessados em estradas, ou seja, que costumam dirigir. Para especialistas, a nova forma de atingir o eleitorado exige apuro técnico das campanhas.

Segundo Márcio Gonçalves, professor de marketing digital do Ibmec-RJ, a segmentação de anúncios pede uma estratégia pouco tradicional. Se no tempo de rádio e TV o objetivo é falar com todo o eleitorado de uma só vez, nas redes cada postagem deve ser direcionada a um alvo específico.

“Há uma concorrência entre os candidatos para saber quem está mais presente no mundo digital. O eleitor do adversário é frequentemente almejado porque pode mudar de voto” — resume.

Para Bruno Hoffmann, presidente do Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político, por limitações técnicas, as campanhas nem sempre conseguem aproveitar o impulsionamento:

“Na campanha digital, você tem todos os dados. Não é como produzir um panfleto, um jornal ou um santinho, quando você não tem a menor ideia de quem leu, guardou ou jogou fora. Não adianta ter muito informação e não saber o que fazer.”

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Presidente do CAMP, Bruno Hoffmann, explica combate às Fake News no Brasil

Em entrevista ao Campaigns & Elections, o consultor político brasileiro e presidente do CAMP, Bruno Hoffmann, explica para o editor Shane Greer o recente acordo do CAMP com o TSE no combate às Fake News. Além disso, comentou o papel do WhatsApp nas eleições brasileiras.
De acordo com Hoffmann, as Fake News têm chamado atenção no mundo todo promovendo uma maior ação contra a disseminação de notícias falsas. Em sua fala, Hoffmann parabenizou o TSE pela iniciativa de dialogar e se aproximar não só dos profissionais de marketing político, mas também dos partidos políticos, veículos e outra empresas de tecnologia que estarão presentes nas eleições. O que o TSE está fazendo aqui no Brasil é um case, e deveria ser seguido pelas justiças eleitorais de todo o mundo.
Profissionais do CAMP terão um canal direto com o TSE para, caso identifique fake news através das sua inteligências de campanha, possam colaborar com a corte e enviar esse material para os órgãos investigativos.
Hoffmann também deu destaque às atuações do Google e Facebook, que estão buscando soluções para diminuir a disseminação de notícias falsas e de trazer contra-pontos para que o usuário tenha a oportunidade de entender melhor sobre um tema antes de compartilhá-lo.
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CAMP ASSINA TERMO DE COMPROMISSO EM COLABORAÇÃO AO COMBATE ÀS FAKE NEWS

No encontro, o presidente do TSE, Luiz Fux, afirmou que a corte tem atuado em diversas frentes com objetivo de combater as fake news

O presidente Michel Temer afirmou nesta quarta-feira (20) que pessoas responsáveis pela disseminação de notícias falsas na internet têm defeito de caráter.

Em seminário sobre as chamadas fake news promovido pela Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel), o emedebista defendeu a liberdade de imprensa como instrumento para a manutenção da democracia e afirmou que as notícias falsas precisam ser banidas.

“A virtude [dos avanços tecnológicos] é difundir amplamente o que acontece no país e no mundo. O seu defeito não é um defeito da informação, mas um defeito de caráter de quem utiliza a internet para desinformar com as chamadas fake news”, disse.
“Muitas vezes, há aqueles que apostam na desinformação de olho nos próprios interesses”, ressaltou o presidente.
No encontro, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luiz Fux, afirmou que a corte tem atuado em diversas frentes com objetivo de combater as fake news.
“Mais importante é atuar preventivamente do que repressivamente”, disse.
De acordo com o ministro, o Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político (Camp), que reúne marqueteiros que atuam nas campanhas eleitorais, assinou um termo de compromisso com a finalidade de colaborar na prevenção da difusão de notícias falsas.
“Queremos que a sociedade brasileira, nessas eleições, através do voto, dê uma demonstração de ética e moralidade”, afirmou Fux.
O presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira (MDB-CE), ressaltou que o combate a notícias falsas não pode ser utilizado como uma desculpa para censura prévia. Segundo ele, a imprensa livre é um dos pilares da democracia brasileira.
“O Congresso Nacional não patrocinará na atual legislação qualquer tipo de censura prévia ou cerceamento de informação”, disse.
Para ele, a luta contra as fake news deve ser realizada por todas as instituições, já que boatos veiculados podem promover “uma devastação ilegal” nas eleições deste ano.
“Duas horas de circulação de uma notícia falsa exigirão meses ou anos para reconstruir uma verdade. Às vezes, nem se consegue, porque, como se diz, a internet não esquece”, afirmou. news, colocar em risco a liberdade de expressão”.

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Disseminadores de fake news têm defeito de caráter, diz Temer

Impacto da disseminação de notícias falsas nas eleições foi debatido em seminário em Brasília

O presidente Michel Temer afirmou nesta quarta-feira (20) que pessoas responsáveis pela disseminação de notícias falsas na internet têm defeito de caráter.

Em seminário sobre as chamadas fake news promovido pela Abratel (Associação Brasileira de Rádio e Televisão), o emedebista defendeu a liberdade de imprensa como instrumento para a manutenção da democracia e afirmou que as notícias falsas precisam ser banidas.

“A virtude [dos avanços tecnológicos] é difundir amplamente o que acontece no país e no mundo. O seu defeito não é um defeito da informação, mas um defeito de caráter de quem utiliza a internet para desinformar com as chamadas fake news”, disse.

“Muitas vezes, há aqueles que apostam na desinformação de olho nos próprios interesses”, ressaltou o presidente.

No encontro, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luiz Fux, afirmou que a corte tem atuado em diversas frentes com objetivo de combater as fake news.

“Mais importante é atuar preventivamente do que repressivamente”, disse.

De acordo com o ministro, o Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político (Camp), que reúne marqueteiros que atuam nas campanhas eleitorais, assinou um termo de compromisso com a finalidade de colaborar na prevenção da difusão de notícias falsas.

“Queremos que a sociedade brasileira, nessas eleições, através do voto, dê uma demonstração de ética e moralidade”, afirmou Fux.

O presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira (MDB-CE), ressaltou que o combate a notícias falsas não pode ser utilizado como uma desculpa para censura prévia. Segundo ele, a imprensa livre é um dos pilares da democracia brasileira.

“O Congresso Nacional não patrocinará na atual legislação qualquer tipo de censura prévia ou cerceamento de informação”, disse.

Para ele, a luta contra as fake news deve ser realizada por todas as instituições, já que boatos veiculados podem promover “uma devastação ilegal” nas eleições deste ano.

“Duas horas de circulação de uma notícia falsa exigirão meses ou anos para reconstruir uma verdade. Às vezes, nem se consegue, porque, como se diz, a internet não esquece”, afirmou.

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TSE assina acordo com profissionais de marketing para combater fake news

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) firmou nesta terça-feira (19) um acordo com o Clube Associativo dos Profissionais de Marketing (Camp) para tentar evitar a disseminação de notícias falsas, as chamadas fake news, nas eleições de 2018.

Entre outros exemplos, o termo cita que democracias ocidentais consolidadas já verificaram manipulação de notícias, combinado com impulsionamento de robôs, no afã de “amesquinhar a legitimidade das eleições”.

Os profissionais de marketing se comprometeram a usar a experiência adquirida para “identificar e apontar notícias falsas através de um canal direto com o tribunal”.

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Especialistas em marketing político vão colaborar no esforço contra disseminação de notícias falsas

Integrantes do Camp, entidade que reúne profissionais do segmento, assinaram hoje (19/06) termo de compromisso com o TSE com foco nas eleições deste ano

Representantes do Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político (Camp) firmaram hoje (19/06) termo de compromisso com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), comprometendo-se a colaborar com a Corte para manter um ambiente imune de disseminação de notícias falsas durante as eleições deste ano.

O documento foi assinado durante reunião no Gabinete da Presidência, na sede do Tribunal, em Brasília. Participaram do encontro o presidente do TSE, ministro Luiz Fux, o ministro e presidente do Conselho de Política Institucional da Corte, Admar Gonzaga, além do corpo diretivo do Camp, que contou, entre outros, com o presidente da instituição, Bruno Hoffmann.

O Camp reúne consultores e especialistas de diversas áreas e de distintas regiões do país ligados ao marketing político. A entidade congrega nomes conhecidos desse segmento, que já participaram de campanhas políticas da maioria dos partidos brasileiros. O Clube tem entre seus objetivos institucionais “a defesa da democracia e de uma reforma política mais conectada com a vontade popular”.

O termo pactuado com o TSE se assemelha ao que foi assinado no último dia 5 por representantes de partidos políticos. Assim como as legendas, por meio do documento, os integrantes do Clube se comprometem, por intermédio de suas atividades e experiência profissionais, a manter um ambiente informacional saudável, reprovando qualquer meio relacionado ao uso de conteúdo falso nas eleições. Também assumem o compromisso de colaborar com o TSE e com outras instituições estatais, na identificação das chamadas fake news, auxiliando-as na promoção de “um ciclo eleitoral mais transparente e justo”.

A assinatura do termo de compromisso é parte do conjunto de iniciativas do TSE – por meio de seu Conselho de Política Institucional – de somar instituições da sociedade civil a seu esforço de desestimular e coibir a produção e a disseminação de conteúdos falsos ou enganosos na Internet e nas redes sociais durante o período eleitoral.

Com esse mesmo propósito, o Tribunal instituiu, por meio da Portaria TSE n° 949/2017, o Conselho Consultivo sobre Internet e Eleições. O órgão conta com representantes da Corte e de diferentes instituições públicas, como o Ministério Público Eleitoral, a Polícia Federal, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), os Ministérios da Defesa, da Justiça, da Ciência e Tecnologia, Inovações e Comunicações entre outros.

Entre suas atribuições, está a realização de pesquisas e estudos sobre as regras eleitorais e a influência da Internet nas eleições, em especial sobre o risco das fake news e do uso de robôs na disseminação desse tipo de conteúdo.

Veja aqui a íntegra do termo de compromisso.

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