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Disseminadores de fake news têm defeito de caráter, diz Temer

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Michel Temer afirmou nesta quarta-feira (20) que pessoas responsáveis pela disseminação de notícias falsas na internet têm defeito de caráter.

Em seminário sobre as chamadas fake news promovido pela Abratel (Associação Brasileira de Rádio e Televisão), o emedebista defendeu a liberdade de imprensa como instrumento para a manutenção da democracia e afirmou que as notícias falsas precisam ser banidas.

“A virtude [dos avanços tecnológicos] é difundir amplamente o que acontece no país e no mundo. O seu defeito não é um defeito da informação, mas um defeito de caráter de quem utiliza a internet para desinformar com as chamadas fake news”, disse.

“Muitas vezes, há aqueles que apostam na desinformação de olho nos próprios interesses”, ressaltou o presidente.

No encontro, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luiz Fux, afirmou que a corte tem atuado em diversas frentes com objetivo de combater as fake news.

“Mais importante é atuar preventivamente do que repressivamente”, disse.

De acordo com o ministro, o Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político (Camp), que reúne marqueteiros que atuam nas campanhas eleitorais, assinou um termo de compromisso com a finalidade de colaborar na prevenção da difusão de notícias falsas.

“Queremos que a sociedade brasileira, nessas eleições, através do voto, dê uma demonstração de ética e moralidade”, afirmou Fux.

O presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira (MDB-CE), ressaltou que o combate a notícias falsas não pode ser utilizado como uma desculpa para censura prévia. Segundo ele, a imprensa livre é um dos pilares da democracia brasileira.

“O Congresso Nacional não patrocinará na atual legislação qualquer tipo de censura prévia ou cerceamento de informação”, disse.

Para ele, a luta contra as fake news deve ser realizada por todas as instituições, já que boatos veiculados podem promover “uma devastação ilegal” nas eleições deste ano.

“Duas horas de circulação de uma notícia falsa exigirão meses ou anos para reconstruir uma verdade. Às vezes, nem se consegue, porque, como se diz, a internet não esquece”, afirmou.

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Notícias falsas podem colocar eleições em risco, diz presidente do TSE

No encontro, o presidente do TSE, Luiz Fux, afirmou que a corte tem atuado em diversas frentes com objetivo de combater as fake news

O presidente Michel Temer afirmou nesta quarta-feira (20) que pessoas responsáveis pela disseminação de notícias falsas na internet têm defeito de caráter.

Em seminário sobre as chamadas fake news promovido pela Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel), o emedebista defendeu a liberdade de imprensa como instrumento para a manutenção da democracia e afirmou que as notícias falsas precisam ser banidas.

“A virtude [dos avanços tecnológicos] é difundir amplamente o que acontece no país e no mundo. O seu defeito não é um defeito da informação, mas um defeito de caráter de quem utiliza a internet para desinformar com as chamadas fake news”, disse.
“Muitas vezes, há aqueles que apostam na desinformação de olho nos próprios interesses”, ressaltou o presidente.
No encontro, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luiz Fux, afirmou que a corte tem atuado em diversas frentes com objetivo de combater as fake news.
“Mais importante é atuar preventivamente do que repressivamente”, disse.
De acordo com o ministro, o Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político (Camp), que reúne marqueteiros que atuam nas campanhas eleitorais, assinou um termo de compromisso com a finalidade de colaborar na prevenção da difusão de notícias falsas.
“Queremos que a sociedade brasileira, nessas eleições, através do voto, dê uma demonstração de ética e moralidade”, afirmou Fux.
O presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira (MDB-CE), ressaltou que o combate a notícias falsas não pode ser utilizado como uma desculpa para censura prévia. Segundo ele, a imprensa livre é um dos pilares da democracia brasileira.
“O Congresso Nacional não patrocinará na atual legislação qualquer tipo de censura prévia ou cerceamento de informação”, disse.
Para ele, a luta contra as fake news deve ser realizada por todas as instituições, já que boatos veiculados podem promover “uma devastação ilegal” nas eleições deste ano.
“Duas horas de circulação de uma notícia falsa exigirão meses ou anos para reconstruir uma verdade. Às vezes, nem se consegue, porque, como se diz, a internet não esquece”, afirmou. news, colocar em risco a liberdade de expressão”.

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Disseminadores de fake news têm defeito de caráter, diz Temer

Impacto da disseminação de notícias falsas nas eleições foi debatido em seminário em Brasília

O presidente Michel Temer afirmou nesta quarta-feira (20) que pessoas responsáveis pela disseminação de notícias falsas na internet têm defeito de caráter.

Em seminário sobre as chamadas fake news promovido pela Abratel (Associação Brasileira de Rádio e Televisão), o emedebista defendeu a liberdade de imprensa como instrumento para a manutenção da democracia e afirmou que as notícias falsas precisam ser banidas.

“A virtude [dos avanços tecnológicos] é difundir amplamente o que acontece no país e no mundo. O seu defeito não é um defeito da informação, mas um defeito de caráter de quem utiliza a internet para desinformar com as chamadas fake news”, disse.

“Muitas vezes, há aqueles que apostam na desinformação de olho nos próprios interesses”, ressaltou o presidente.

No encontro, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luiz Fux, afirmou que a corte tem atuado em diversas frentes com objetivo de combater as fake news.

“Mais importante é atuar preventivamente do que repressivamente”, disse.

De acordo com o ministro, o Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político (Camp), que reúne marqueteiros que atuam nas campanhas eleitorais, assinou um termo de compromisso com a finalidade de colaborar na prevenção da difusão de notícias falsas.

“Queremos que a sociedade brasileira, nessas eleições, através do voto, dê uma demonstração de ética e moralidade”, afirmou Fux.

O presidente do Senado Federal, Eunício Oliveira (MDB-CE), ressaltou que o combate a notícias falsas não pode ser utilizado como uma desculpa para censura prévia. Segundo ele, a imprensa livre é um dos pilares da democracia brasileira.

“O Congresso Nacional não patrocinará na atual legislação qualquer tipo de censura prévia ou cerceamento de informação”, disse.

Para ele, a luta contra as fake news deve ser realizada por todas as instituições, já que boatos veiculados podem promover “uma devastação ilegal” nas eleições deste ano.

“Duas horas de circulação de uma notícia falsa exigirão meses ou anos para reconstruir uma verdade. Às vezes, nem se consegue, porque, como se diz, a internet não esquece”, afirmou.

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TSE assina acordo com profissionais de marketing para combater fake news

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) firmou nesta terça-feira (19) um acordo com o Clube Associativo dos Profissionais de Marketing (Camp) para tentar evitar a disseminação de notícias falsas, as chamadas fake news, nas eleições de 2018.

Entre outros exemplos, o termo cita que democracias ocidentais consolidadas já verificaram manipulação de notícias, combinado com impulsionamento de robôs, no afã de “amesquinhar a legitimidade das eleições”.

Os profissionais de marketing se comprometeram a usar a experiência adquirida para “identificar e apontar notícias falsas através de um canal direto com o tribunal”.

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Especialistas em marketing político vão colaborar no esforço contra disseminação de notícias falsas

Integrantes do Camp, entidade que reúne profissionais do segmento, assinaram hoje (19/06) termo de compromisso com o TSE com foco nas eleições deste ano

Representantes do Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político (Camp) firmaram hoje (19/06) termo de compromisso com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), comprometendo-se a colaborar com a Corte para manter um ambiente imune de disseminação de notícias falsas durante as eleições deste ano.

O documento foi assinado durante reunião no Gabinete da Presidência, na sede do Tribunal, em Brasília. Participaram do encontro o presidente do TSE, ministro Luiz Fux, o ministro e presidente do Conselho de Política Institucional da Corte, Admar Gonzaga, além do corpo diretivo do Camp, que contou, entre outros, com o presidente da instituição, Bruno Hoffmann.

O Camp reúne consultores e especialistas de diversas áreas e de distintas regiões do país ligados ao marketing político. A entidade congrega nomes conhecidos desse segmento, que já participaram de campanhas políticas da maioria dos partidos brasileiros. O Clube tem entre seus objetivos institucionais “a defesa da democracia e de uma reforma política mais conectada com a vontade popular”.

O termo pactuado com o TSE se assemelha ao que foi assinado no último dia 5 por representantes de partidos políticos. Assim como as legendas, por meio do documento, os integrantes do Clube se comprometem, por intermédio de suas atividades e experiência profissionais, a manter um ambiente informacional saudável, reprovando qualquer meio relacionado ao uso de conteúdo falso nas eleições. Também assumem o compromisso de colaborar com o TSE e com outras instituições estatais, na identificação das chamadas fake news, auxiliando-as na promoção de “um ciclo eleitoral mais transparente e justo”.

A assinatura do termo de compromisso é parte do conjunto de iniciativas do TSE – por meio de seu Conselho de Política Institucional – de somar instituições da sociedade civil a seu esforço de desestimular e coibir a produção e a disseminação de conteúdos falsos ou enganosos na Internet e nas redes sociais durante o período eleitoral.

Com esse mesmo propósito, o Tribunal instituiu, por meio da Portaria TSE n° 949/2017, o Conselho Consultivo sobre Internet e Eleições. O órgão conta com representantes da Corte e de diferentes instituições públicas, como o Ministério Público Eleitoral, a Polícia Federal, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), os Ministérios da Defesa, da Justiça, da Ciência e Tecnologia, Inovações e Comunicações entre outros.

Entre suas atribuições, está a realização de pesquisas e estudos sobre as regras eleitorais e a influência da Internet nas eleições, em especial sobre o risco das fake news e do uso de robôs na disseminação desse tipo de conteúdo.

Veja aqui a íntegra do termo de compromisso.

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Boa notícia: marqueteiros decidem não fazer marquetagem, informa Mario Rosa

De tanto criarem e projetarem imagens alheias, os profissionais do marketing político acabaram (acabamos, pois me incluo também nessa sub-raça de alguma forma) sendo negligentes e verdadeiramente amadores em transmitir uma percepção correta do que fazem (ou fazemos).

Resultado: uma caricaturização grosseira, muitas vezes protagonizada pelos próprios marqueteiros, sobre a natureza dessa profissão. Some-se a isso o pandemônio da Lava Jato e a conversão de ícones da atividade ao papel de delatores –e não poderia haver diagnóstico pior.

Por isso, como diria a president-A Dilma, vamos saudar a mandioca e também o lançamento oficial do Camp, o Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político, realizado na última semana em Brasília. Aí você me pergunta: o que uma extrovenga como essa tem a ver com a minha vida? Bom…este é um portal sobre o poder. E onde tem um marqueteiro tem uma perspectiva ou uma realidade de poder. Então, entender como essa categoria se posicionou depois dos terremotos institucionais que sacudiram o país é um referencial curioso para compreender um pouco melhor a confusão geral.

Para começar, o Camp não é composto só por “marqueteiros” –e esse já é um dado interessante. Reúne toda a mão de obra que orbita o planeta das campanhas: pesquisadores de diversas áreas, publicitários, jornalistas, estrategistas e por aí vai. Qual a finalidade do novo ente? De novo, aí é que está a fumaça de que as crises deixam pelo menos a esperança de alguma tentativa de renovação como legado. O Camp quer interferir no debate institucional de como se fazem as campanhas no Brasil.

No passado –ou seja, antes da Lava Jato– marqueteiro bom era o que aparecia muito na mídia e tratava de seus interesses a 4 paredes com seus clientes, naquela nebulosidade que os criminalistas chamam de dinheiro não contabilizado, os políticos chamam pelo eufemismo de caixa 2s e os promotores rotulam como propina oriunda de organizações criminosas. Deu no que deu: quando a política brasileira sofreu o seu 11 de setembro, o marketing político desabou junto com as torres gêmeas e foi generalizadamente criminalizado.

Ao invés de responder a esse desastre com marquetagem, os marqueteiros estão procurando o caminho da institucionalização para se adaptar aos novos tempos. Querem participar à luz do dia dos debates de leis que digam respeito aos meandros das eleições, junto a todas as instâncias, mídia, Congresso, Justiça Eleitoral, Ministério Público, partidos. Querem criar algum tipo de certificação de qualidade para a prática da atividade: quem for flagrado em falcatrua será banido pelos próprios colegas.

Perdoem-me os idealistas, mas a democracia entre muitas outras coisas é também um negócio. Sobretudo quando se trata do marketing político. E negócios podem e devem ser feitos em obediência à lei. Portanto, marketing político mais profissional e transparente significa política funcionando dentro de marcos civilizatórios mais avançados. E isso é bom. Bom para a democracia, para a política, para os marqueteiros e para o eleitor.

O presidente da nova entidade, Bruno Hoffmann, define os profissionais do ramo como “operários da democracia”. Sim, porque o oxigênio do regime democrático é a liberdade de expressão e o livre debate de ideias. E os marqueteiros são os operários nessa linha de montagem, criando através de suas peças e argumentos a linguagem em que uma parte importante dos debates da cidadania eh travada.

Então, nada mais legítimo que os marqueteiros ponham a cara não para se autopromover, mas para promover discussões e produzir conteúdos sobre uma atividade que precisa ser encarada sem mistificações e que não pode mais ficar confinada à neblina da suspeição dos bastidores, como se fosse um mistério, um segredo a que apenas os poderosos podem compreender. Quanto mais o marketing político for entendido como uma atividade normal de uma democracia saudável, mais maduro será esse sistema. Essa é a grande notícia da criação do Camp.

Na vida, aprende-se pelo amor ou pela dor. Foi preciso que o mundo político desabasse para que algumas das mais criativas cabeças do mundo das campanhas entendessem que a transparência não é incompatível com o necessário sigilo no atendimento profissional. Que uma tomada de posição pública contra determinadas práticas é agora um pressuposto para o exercício da atividade. Que influenciar o modo como são aplicados os recursos públicos dos fundos partidários e dos horários eleitorais é algo que deve ser feito, sim, por todos, às claras, pelos marqueteiros também.

Vamos saudar o Camp!

E viva a democracia, esse sistema contraditório, confuso, bipolar, mas regido pela dinâmica virtuosa dos freios e contrapesos, em que os excessos de um momento conduzem pela própria dinâmica do sistema a uma auto correção permanente e estabilizadora. Por isso, como já disse Churchill, a democracia é a pior forma de governo imaginável, excetuando-se todas as demais.

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Comunicadores gaúchos integram Clube de Marketing Político

Cinco comunicadores gaúchos integram o Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político (Camp), que foi lançado na manhã desta quarta-feira, 2, em Brasília, reunindo mais de 100 pessoas. Presidida por Bruno Hoffmann, da agência Esplanada, da capital do Brasil, a entidade, que já tem 45 pessoas, contará com unidades regionais, sendo a do Sul comandada pelo sócio-diretor da Moove, José Luiz Fuscaldo. O executivo adiantou que haverá a divulgação oficial em Porto Alegre, ainda sem data definida.

Em entrevista ao Coletiva.net, Hoffmann afirmou que a entidade possui código de ética próprio e um comitê, além de ter explicado que o propósito do Camp é desenvolver atividades transparentes. “Somos um grupo de profissionais respeitados no mercado e teremos um processo de seleção de associados bem rigoroso, pelo menos duas pessoas do Clube precisam indicar o aspirante a associado e esta pessoa deve ter, no mínimo, cinco anos de experiência.” Ainda, comunicou que, em breve, será divulgado o site do coletivo.

Além de Fuscaldo, o Rio Grande do Sul está representado na figura do sócio-diretor da Morya, Fábio Bernardi, que é o vice-presidente de Planejamento da Camp. Também integram o Clube os publicitários gaúchos Cassiano Sampaio e Gabriel Corrêa, e a jornalista Tânia Moreira.

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Acabou o show dos milhões: menos dinheiro vai melhorar a propaganda eleitoral?

Em 2013, a então presidente Dilma Rousseff (PT) dava início a seu inferno astral. Após um descontentamento generalizado e uma série de protestos populares que tomaram as ruas de várias cidades do país, a petista via sua popularidade desmanchar como açúcar em água quente. Era véspera da eleição presidencial. Sobrou para um publicitário o trabalho agridoce de conduzi-la a um segundo mandato – aparentemente improvável – no Planalto.

João Santana era uma espécie de camisa 10 nas campanhas petistas desde que seu antecessor, Duda Mendonça, havia caído por um envolvimento no caixa 2 revelado pelo escândalo do mensalão. Celebrado e respeitado, Santana confessou mais tarde que receberia um valor astronômico para a campanha de marketing daquele ano: R$ 70 milhões. Um valor absurdo se levado em conta apenas as vias legais. Em recente delação premiada no âmbito da Lava Jato, o marqueteiro disse que o total era de R$ 105 milhões, esquentado por repasses da Odebrecht em contas no exterior.

O esquema deu certo. Uma parte dele, ao menos. Com uma campanha calcada no medo e de muito impacto visual, Dilma foi reconduzida ao principal cargo do país, para ser derrubada dois anos depois via impeachment. Santana, por sua vez, embolsou uma das cifras mais vertiginosas em campanhas políticas no Brasil. Mas, desde 2016, amarga uma pena de 8 anos por lavagem e dinheiro no esquema do petrolão. Foi o fim da “época romântica” (às avessas) do marketing eleitoral no país.
Três décadas de uma prática que ruiu com a Lava Jato. Agora, a regra é limite de gastos. E só verba pública

O fenômeno permeou as últimas três décadas da democracia brasileira. O marketing político, de lá para cá, quase se tornou uma instituição.

“Foi quando vimos surgir esses autodenominados magos da comunicação. Gente realmente eficiente em seu trabalho, mas que muitas vezes agia de maneira escusa, tanto que muitos estão arrolados em processos de corrupção”, explica o historiador e doutor em Sociologia pela USP Paulo Boaventura. “Todas essas cifras milionárias enriqueceram os profissionais do marketing, mas trouxeram essa pecha negativa para a profissão. E isso explica o clamor da opinião pública que terminou com a recente reforma política [aprovada em 2017].”

Um dos principais pilares da reforma política é o limite de gastos nas campanhas eleitorais – algo que já havia sido imposto em 2016. A Justiça Eleitoral estabeleceu um teto máximo de R$ 70 milhões para campanhas presidenciais, por exemplo.

Mais ainda: fica proibida a doação de empresas para candidatos (também algo já estipulado nas últimas eleições municipais). E ambas as medidas afetarão diretamente o valor gasto com as equipes de comunicação estratégica.

Mas não sem contrapartida. A reforma aprovou, por outro lado, um fundo eleitoral – pago pelos eleitores – para garantir o financiamento das campanhas.
Verba pública para candidatos é bilionária. Mas…

“O que se observa é que haverá disciplina porque estamos em um cenário muito competitivo em que um denuncia o outro. Será muito difícil trazer dinheiro para uma campanha que não seja documentado”, diz Mauricio Ramos, publicitário que comanda a agência Social Ideas e que tem vasta experiência em campanhas eleitorais.

“Mas, vamos combinar: o fundo eleitoral é muito dinheiro [são quase R$ 2 bilhões]. É dinheiro para mais de metro. As campanhas terão recurso, muito embora os partidos devam continuar a fazer campanha de doação de pessoas físicas. Porque você envolve as pessoas, traz as pessoas para ela, faz engajamento. Por menor que seja a contribuição, geram um sentimento de pertencimento, de ‘eu acredito nesse projeto’”, diz Ramos.
… campanhas multimilionárias são coisa do passado. Ainda assim, há problemas

De qualquer forma, as campanhas multimilionárias devem ficar para os livros de história. “Partindo do princípio que nós não temos mais o financiamento privado de campanhas, então você reduz o orçamento. Até então as campanhas eram vultosas por conta da doação das grandes empresas. Você não vai ter mais um João Santana ou um Duda Mendonça, que ganhavam R$ 20 milhões, R$ 30 milhões, R$ 40 milhões em uma única campanha”, aposta Roberto Rondo, coordenador do observatório de marketing político e governo e professor douto na mesma área na Universidade Mackenzie, de São Paulo.

Parece promissor, mas não necessariamente é. Isso porque a reforma não corrige todos os problemas da diferença de campanhas no Brasil. Na verdade, até acentua.

É que o fundo eleitoral é pago de acordo com a representatividade de cada partido no Congresso. “Obviamente a reforma política só foi aprovada porque teve a criação desse fundo eleitoral. E quando você vê a distribuição representativa desse dinheiro, você continua favorecendo os partidos grandes. Eles continuam tendo recurso para bancar grandes equipes de comunicação estratégica para cargos majoritários”, diz o professor Rondo.

Para ele, embora as campanhas ficarão mais enxutas, elas envolverão novos profissionais, em sua maioria talentosos, e que vão ser realocados de acordo com o que cada sigla está disposta a pagar. “Eles cobram mais ou menos o que você cobraria em uma grande campanha publicitária. Você não vai superfaturar o processo”, aponta Rondo.
Os novos superstars da comunicação política: os consultores e estrategistas

Entre os grandes protagonistas do pleito de 2018 devem estar Chico Santa Rita e Rubens Figueiredo, por exemplo – nomes que não necessariamente saíram de agências de propaganda, mas sim de consultoria política.

Não é um cenário favorável para todo mundo, diz outra estrategista, Cila Schulman, que está no jogo político-eleitoral desde 1988. “Algumas campanhas que tem um candidato majoritário forte acaba prejudicando os candidatos proporcionais. No PSDB, eles decidiram que uma boa parte dos recursos vai para a candidatura presidencial. Apesar de terem mais recursos, sobra menos para os [candidados das eleições] proporcionais [a deputado]. Em uma campanha que [você] entra coligada, divide melhor esse dinheiro. Então essas siglas pequenas estão se beneficiando disso nesse momento. Acho que o troca-troca partidário tem a ver com isso. Um candidato sai de uma sigla e vai para outra em busca de mais recursos para a sua campanha”, aponta a especialista em marketing.

Para esse ano, ela espera que tais regras tornem as campanhas “mais modernas, como devem ser”. “A estratégia será mais importante”, diz, apesar de admitir que a primeira experiência com o fim do financiamento privado de campanhas, nas eleições municipais de 2016, decepcionou.

“Foi um desastre. Como não se tinha dinheiro, foi a campanha mais irregular da história”, diz Cila. Ela baseia o comentário em dados apresentados pelo ministro do Superior Tribunal Eleitoral (e do STF) Gilmar Mendes. “Qual foi o resultado [da proibição da doação privada]? É só pegar os números do TSE nas eleições de 2016. Tivemos 730 mil doadores, 330 mil laranjas, pessoas que não tinham capacidade de doar. Qual vai ser o quadro de 2018?”, questionou em uma palestra no fim de 2017.

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Presidente da ANJ, Marcelo Rech, recebeu o presidente do CAMP, Bruno Hoffmann em Brasília

O presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Marcelo Rech, recebeu nesta quarta-feira (04/04/2018) pela manhã, em Brasília (DF), o presidente do Clube Associativo de Profissionais do Marketing Político (CAMP), Bruno Hoffmann, e o associado Hélio Doyle.

Na pauta, a apresentação do CAMP a uma das principais entidades de Comunicação do País e a possibilidade de parcerias. As duas associações demonstraram suas preocupações quanto à garantia da liberdade de expressão e aos prejuízos advindos das “fake news” à democracia, cerceando o direito dos eleitores à verdade e à plena escolha.

Bruno Hoffmann reforçou que os profissionais de Marketing Político podem ser os maiores aliados da mídia e dos órgãos investigativos para identificar e apontar “fake news” sendo propagadas desde o início. A expertise dos profissionais e a inteligência de monitoramento das campanhas serão essenciais nesse processo de busca por uma eleição mais transparente e correta em 2018.

Futuras parcerias em eventos e propostas de mudanças legislativas conjuntas com o objetivo de aprimorar a participação popular e o processo democrático também foram debatidas.

Marcelo Rech, que também é vice-presidente do World Editors Forum (WEF), parabenizou a iniciativa de fundação do CAMP, desejou sucesso e acredita que o lançamento da entidade é um passo bastante relevante para a política brasileira.

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Fábio Bernardi e Cassiano Sampaio integram clube sobre Marketing Político

O publicitário Fábio Bernardi, da Morya, e o jornalista Cassiano Sampaio, da Esplanada – Comunicação Estratégica, de Brasília, são os primeiros gaúchos a integrarem o Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político (Camp). A entidade recém-criada terá como foco trabalhar para seus clientes candidatos, para a evolução dos sistemas político e eleitoral do Brasil, de maneira a qualificar o debate sobre as leis que regem a propaganda eleitoral nacional. A dupla faz parte de um grupo de quase 30 profissionais provenientes de todo o País, que se uniram a fim de fundar a organização que será lançada oficialmente em abril.

Na pauta da primeira reunião, que ocorreu em São Paulo, esteve o debate sobre as funções da entidade que contará com consultores, estrategistas, jornalistas, publicitários e pesquisadores de diversas áreas. “O Marketing Político é uma atividade exclusiva da democracia, por isso julgamos essencial esse time para ajudar a entender como a população pode ser beneficiada por regras mais claras e mais justas durante o período eleitoral”, falou o publicitário em entrevista ao Coletiva.net.

Até abril, conforme explicou Fábio Bernardi, serão definidas a formatação do clube, seu regimento, como será eleita a diretoria e as normativas do Camp, que será apartidário, de forma a buscar diálogo com todos os partidos e esferas de poder. Ele salientou que a associação será por adesão e que somente pessoa física poderá integrar o quadro de sócios.

Além de Fábio Bernandi e de Cassiano, estiveram presentes na reunião Bruno Hoffmann, Cila Schulman, Claudio Barretto, Daniel Machado, Dudu Godoy, Einhart Jácome da Paz e Expedito Pessoa. Também participaram Fernando Vieira, Gil Castillo, Guillermo Raffo, Gustavo Fleury, Leandro Grôppo, Leo Velasquez, Leurinbergue Lima, Lincoln Xavier, Lula Guimarães, Marcelo Weiss, Maurício Moura, Renato Dorgan e Ricardo Amado.

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